Separação Conjugal
Deveria existir no nosso ordenamento jurídico opção ou prazo estabelecido de convivência de casais que não permitisse a possibilidade de separação. Dada a vida já vivida e, queira ou não, a transformação das coisas à dois e, aos dois, modificando substancialmente, não só, cada um em sí, quanto o que produziram ao longo da vida. Estabelecendo valores, construindo e gerando pessoas, educando, ensinando como se deve viver, condicionando modo de vidas diferentes das que, se não estivessem juntos, nada se transformaria, nada se criaria de origem dessa parceria, formada naturalmente pelo encontro casual, se reconhecendo e, se assumindo a enfrentarem um período não conhecido e desafiante para um futuro incerto e obscuro.
No meu ponto de vista, parece infantilidade, porém, pensado, pois, como exemplo, um casamente natural entre homem e mulher que durasse a partir de 30 anos, reconheça-se aqui, o envolvimento decorrente das vidas dali oriundas que, pelo costume, amor, vivência propriamente dita, ensinamentos de vida centrado nos filhos gerados e, outros motivos mais, não descartar a própria existência conjugal, deveria para conceder ou declarar sua separação somente após um período de estudos profundos, quando aqui os argumentos apontados por um ou por ambos (possibilidade dessa unanimidade) com a pretensão da extinção da união, feitas análises possíveis, fosse verificada a impossibilidade de continuidade à dois.
A consequência advinda que não só restaria e repingaria nos filhos como fator negativo para sua própria vida, quando ainda solteiro, porquanto, não merecedor dessa interrrupção alheia a sua vontade, que, sem sombra de dúvidas, somente o prejudicaria, inclusive, socialmente e, ainda, pessoal e induvidualmente, como dos relacionamentos dentro do clã familiar lateral, colateral, adjacentes, linha vertical etc., gerando sobremaneira insatisfação geral.
A vida de cada um do clã é afetada, lógico, uns em menos grau, mas, outros em maior escala, diga-se: Pais; filhos; irmãos etc.
Numa relação duradoura na ocorrência de uma separação é próprio que se diga, sem medo de errar, pelo menos um perde e, muito. Essa perda somente esse perdedor observa e, por muitos, que não tem a capacidade de entender o valor perdido, por mais que se explique, esclareça, sempre ficará desafetado direto da dor do perdedor. Quando, ainda, aquele que saiu perdendo, por paixão, amor, dedicação pelo tempo todo ao que lhe abandonou, existirão momentos que se passará por palhaço - a expressão da dor exarcebada (choro, desespero e outros procedimentos não entendidos).
Um fator muito importante é traduzido como desespero quando o abandonado se fixa na possibilidade de viver a solidão. Não por incapacidade de procurar outro (a) para recomeçar. Sim, porque nessa ocasião não trata de dar continuidade, é um novo começo e, recomeçar é dolorido. Serão necessários todos os esforços iniciais dispensados naquela primeira relação. Desta feita, o formato nunca será o vigoroso quanto ao anterior, terá um formato indispensavelmente de cansaço e, sofrido. Perdendo, em muitos casos, inclusive, a indispensável vontade de vida, viver, reconstruir enforço conjugado.
Foro íntimo é intocável. Sentimento é ânimo do ego, id, superego - é interior - é o ser interno - tudo é foro íntimo. Poucos se conhecem. E o outro, especialmente o legislador o conhece? - pode conhecer? Dificilmente. É uma matéria despresada. Será que vale a pena estudar essa linhas ou freud explica?
O legislador que deu e dá o direito apenas ao que quer se separar não viu nem leu a histório do outro lado ou, de um outro dos lados existentes no prisma, por excelência, o lado que continua apaixonado, ou acostumado? (costume decorrente de sua automudança pelo tempo de convivência).
As consequências serão por vezes desconhecidas e surpreendentes, desde a indiferença ao absurdo indesejado.
Todos têm capacidade de reconstrução, mas, por se tratar de pessoas, essa capacidade se perde ao longo do tempo por decepção e covardia pessoal - prejudicial - mais ainda, pela covardia do que quem abandonou o relacionamento. É muito desgastante. É verdadeiramente como procurar terra para se fixar e só ver abismo infinito.
Ainda doutro modo e, pouco observado, existe alguns que trabalhado seu lado, provoca, na obscuridade o desencadeamento, deixando aquele, pensando que está por cima, sem observar que todo o teatro foi sorrateiramente encenado, ludibriando quem se imagina correto. Nesse caso, tudo desanda e desaba inadivertidamente contrário. Quem pensa que saiu bem se ferrou e vice-versa.
Reafirmo, a família não só é a base de tudo como o sustento do mundo alegre, feliz e de futuro.
Esta é minha opinião.

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